Manifesto ao 51º CONUNE(congresso nacional da UNE)
18:11 Postado por caphooke
Entre os dias 15 e 19 de julho, a União Nacional dos Estudantes realizará seu 51º Congresso na cidade de Brasília. Este Congresso deve ser encarado como uma grande oportunidade para refletirmos sobre a situação do nosso país e do mundo, os desafios do movimento estudantil e a construção de uma Universidade Democrática e Popular.
A “Reconquistar a UNE” é uma tese que se organiza nacionalmente no movimento estudantil e há algum tempo vem construindo a UNE nas universidades e nas ruas, em cada ocupação, mobilização e debate Brasil afora. Disputamos suas posições porque acreditamos que nossa entidade nacional pode cumprir um papel ainda mais ativo na organização dos estudantes. Somos oposição a atual maioria que dirige a UNE porque acreditamos que sua política não vem atendendo aos novos desafios colocados para o movimento estudantil.
Queremos um movimento estudantil diferente. Só ampliaremos as lutas no ME se ele for radicalmente democrático e combativo. A UNE pode dar grande contribuição para as lutas da juventude e dos trabalhadores. Por isso, lutamos por uma UNE mais ousada e menos conciliatória, mais combativa e menos institucionalizada. Uma postura que esteja à altura das possibilidades abertas no Brasil e na América Latina e que dê conseqüência às recentes lutas travadas nas universidades brasileiras.
Reconquistar a UNE para a luta e para as/os estudantes!
Por uma Universidade Democrática e Popular!
2010 e os próximos anos
O próximo congresso e gestão da UNE se situarão num ambiente de uma crise profunda e de longa duração do capitalismo. Compreender a crise e enfrentar as classes dominantes, que querem socializar os prejuízos com o povo dependerá da mobilização massiva dos trabalhadores e da juventude.
Neste terreno de crise, a América Latina assume especial importância. A presença de governos de esquerda e progressistas na região amplia a contestação ao imperialismo dos Estados Unidos, melhora as condições de vida das camadas populares e reforça as possibilidades de uma integração latino americana articulada por reformas estruturais e à serviço dos interesses dos trabalhadores.
Pela importância política que tem na América Latina, o Brasil pode cumprir papel fundamental nesse avanço das forças populares. Isso reforça ainda mais a importância política de uma nova vitória do campo democrático e popular nas eleições brasileiras de 2010.
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Para dar conta das grandes tarefas que se apresentam, os movimentos sociais têm que estar cada vez mais organizados e mobilizados. Para tanto, temos que colaborar na construção da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), organizando-a nos estados e articulando mobilizações e agendas comuns que vinculem as bandeiras imediatas de cada movimento com a luta mais geral por reformas democráticas e populares.
- Mudança da política econômica conduzida pelo Banco Central: Fora Meireles e diminuição da influência do capital monopolista e estrangeiro sobre a economia nacional;
- Por uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política;
- Participação ativa na Conferência Nacional de Comunicação: Fora Hélio Costa e pela democratização dos meios de comunicação;
- Em defesa da Reforma Agrária e Urbana;
- Pela redução da Jornada de Trabalho e discussão sobre a previdência juvenil;
- Por um Plano Nacional de Moradia Juvenil e uma política de mobilidade urbana que garanta o Direito à Cidade, à Cultura e à Educação aos jovens;
- Contra a redução da maioridade penal. Por uma Universidade Democrática e Popular
A Conferência Nacional de Educação e o movimento estudantil
- Pela restrição à financeirização e entrada de capital estrangeiro na educação;
- Garantia de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das universidades; Pela indissociabilidade entre o ensino, a pesquisa e a extensão;
- Pelo fim das fundações privadas de “apoio”;
- Fim da Desvinculação das Receitas da União (DRU) que retira verbas da educação e saúde para pagar os juros da dívida pública;
- Ampliação para 10% do PIB para a educação e retirada dos vetos de FHC ao Plano Nacional de Educação de 2001;
- Regulamentação do ensino privado e pela redução das mensalidades – aprovação do Projeto de Lei de Mensalidades da UNE;
- Pelo fim dos cursos pagos e seqüenciais na universidade pública;
- Publicidade dos livros-caixa e das planilhas de custos das IES;
- Pelo direito de matrícula dos inadimplentes;
- Não ao ensino à distância como meio de mercantilização do ensino e único meio de formação;
- Congressos Estatuintes Paritários e garantia da paridade em todos os níveis de representação das instituições (colegiados, conselhos, direções);
- Eleições Diretas e Paritárias para todos os dirigentes nas Universidades e FIM da Lista Tríplice para a escolha dos mesmos;
- Pela aprovação do Projeto de Lei de Reserva de Vagas nas universidades federais;
- “Ocupar o REUNI”, disputando programas de expansão que garantam assistência estudantil e garantia da qualidade de ensino: laboratórios, bibliotecas, salas de aulas, professores qualificados; Contra as modalidades de formação intermediária;
- Pelo Fim do vestibular e adoção de modelos não-excludentes de acesso ao ensino superior;
- R$ 400 milhões para Assistência Estudantil com rubrica própria da União, que garanta o investimento em moradias estudantis; criação, recuperação e ampliação dos restaurantes universitários; criação de creches nas universidades, transporte público gratuito (passe livre), bolsas permanência, atendimento à saúde, etc;
- “Revolução Pedagógica” nas universidades: adoção de métodos pedagógicos e de avaliação críticos e participativos; reforma curricular; substituição da estrutura dos departamentos por uma organização acadêmica permeável à participação democrática da comunidade e à interdisciplinaridade;
- Ampliação das bolsas e recursos para Extensão; apoio às experiências de Extensão Popular nas Universidades;
- Ampliação das bolsas PET e de iniciação científica nas universidades.
Movimento Estudantil
Vamos Ocupar a UNE
Na UNE, contra o divisionismo
O movimento estudantil tem que ser um movimento de massas, em que todos os estudantes podem fazer parte, propor e construir.
Por isso é que devemos reivindicar e disputar a UNE na base, em cada passeata, ocupação de reitoria e luta política na sociedade. Fazer isso é mostrar que o lugar dela é na rua, mobilizada e presente nas lutas estudantis. Ter essa postura não é se tornar refém da política moderada da maioria da UNE. Ter esta posição é optar pela disputa de opinião de um conjunto maior de estudantes e entidades que têm referência na União Nacional dos Estudantes.
- Criação Grupos de Trabalho Temáticos com entidades do ME;
- Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) a cada dois anos;
- Democratizar a Política de Comunicação da UNE: Conselho Editorial da UNE; jornal trimestral de circulação nacional; democratização do sítio da UNE com colunas para debates;
- Construção da Escola Nacional de Formação Política Honestino Guimarães.
- Criação do Conselho Fiscal da UNE. |

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