FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – UMA OUTRA EDUCAÇÃO É POSSÍVEL!
01:12 Postado por caphooke
Entre os dias 23 a 29 de janeiro acontece em Novo Hamburgo o Acampamento Intercontinental da Juventude – AIJ, que em conjunto ao Fórum Social Mundial completam 10 anos de vida. Este é um momento muito importante para refletirmos sobre o caráter do FSM e discutirmos a atual situação do Brasil e do mundo para definirmos nossas estratégias de luta.
Para além de um grande espaço de integração e troca de experiências, acreditamos que, num contexto de crise econômica mundial, o FSM deve dar um passo a frente e contribuir ainda mais na articulação dos setores da esquerda para a construção de lutas unificadas, mobilizando a classe trabalhadora para uma grande ofensiva contra a burguesia e por uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, através de reformas estruturais, como a agrária e urbana, sanitária e educacional.
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL – UMA OUTRA EDUCAÇÃO É POSSÍVEL!
Neste sentido, faz-se fundamental que o conjunto do Movimento Social de Educação, e em especial o Movimento Estudantil, nos articulemos durante o FSM para discutir a educação que temos, para sairmos às ruas defender o nosso projeto de educação, a educação que queremos.
Historicamente a educação tem sido utilizada pela classe dominante como mais um instrumento de dominação, disseminação de sua ideologia e reprodução das desigualdades sociais. O acesso restrito a educação de qualidade e os métodos tradicionais de ensino vêm alienando a maioria da população e garantindo a sua subjugação.
Está na hora de dar um basta a esta situação! A juventude não tolera mais a velha forma de ensinar e aprender reproduzida em nossas aulas. Por isso, é urgente a mudança do atual modelo educacional! Estamos entre os que acreditam que a educação pode vir a cumprir um papel diferente (ou contra-hegemônico) na sociedade, fortalecendo a consciência de classe dos trabalhadores e da juventude, assim colaborando para a transformação social e a libertação dos povos.
É com a bandeira da Educação Democrática e Popular que iremos combater o projeto dominante e pautar a superação da realidade educacional vigente: afirmar em alto e bom som que a educação pública e gratuita é um direito de tod@s e um dever do Estado, devendo ser universalizada em todos os níveis; que a radical ampliação do financiamento da educação deve garantir a expansão e a democratização do acesso e permanência com qualidade; a autonomia e democratização da gestão de escolas e universidades, com o fim da ditadura do professorado, que detém o poder de decisão, sobrepondo-se a estudantes e servidores; o combate a mercantilização da educação e o poder do setor privado, com o fim das “fundações de apoio”, forte regulamentação e estatização de instituições de ensino pagas; a revolução pedagógica, para que o ensino não seja reproduzido de forma ‘bancária’, repetitiva e alienante, mas sim ser libertador, criativo, crítico e participativo.
Para isso é preciso lutarmos pelo fortalecimento da educação básica e para que o ensino superior não seja um privilégio de poucos, mas sim possua a cara do povo e esteja comprometido com a realidade social e as demandas da sociedade, não com as dos lucros do mercado. A partir destes eixos gerais inseridos em realidades específicas é que devemos nos organizar junto a outros movimentos sociais para disputar os rumos da educação em nossas escolas, universidades e perante os governos, combatendo as medidas negativas, afirmando as positivas e contestando a política de conciliação com o setor privado vigente no governo federal. Nunca podemos perder de vista que nossa atuação enquanto movimento, deve se dar através do nosso projeto de educação.
Neste sentido, nossa conquista recente foi o fim da DRU – Desvinculação de Receitas da União – que permitirá a ampliação dos recursos para educação em R$10 bilhões ao ano. Porém, precisamos avançar mais e o FSM nos abre a oportunidade de discutirmos nossos próximos passos.
- Mais verbas para educação: 10% do PIB!
- Não à inclusão da educação como serviço (mercadoria) nos acordos da OMC – Organização Mundial do Comércio;
- Pela restrição à financeirização e entrada de capital estrangeiro na educação;
- Ampliar com qualidade e assistência
- Revolução pedagógica

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